Bem-Vindo !

Este livro é sobre Engenharia de Requisitos, uma area de conhecimento fundamental para a construção de software.

A forma de publica-lo é diferente, mistura a tecnologia de blogs com a de páginas da internet. É um livro vivo.

A base desse livro é um pré-livro que escrevi em 1994. Por vários motivos não foi publicado em forma de livro e só agora -- Julho de 2007 -- consegui disponibilizar seu texto. Esse texto é arquivo imagem no formato "pdf". Esse texto não passou por processo de revisão editorial e contém alguns defeitos, alguns de Português e alguns conceituais. Os defeitos conceituais que existirem serão tratados na evolução do livro. Esse "blog" tem exatamente esse papel, tornar-se um livro vivo.

Os comentários serão abertos, com moderação, mas é pouco provável que sejam respondidos diretamente. Permitirei diálogos de leitores, desde de que sejam de interesse geral. Como o livro é de acesso livre, estarei utilizando anúncios veiculados pelo provedor desse conteúdo (Google). É a maneira que me parece ser mais adequada para essa iniciativa.

Esse livro é de minha inteira responsabilidade. No entanto, tenho que agradecer a PUC-Rio e ao CNPq que apoiam minhas pesquisas em Engenharia de Requisitos.

Os textos pertencem ao autor. Se gostou e quiser usar, use. No entanto, não esqueça de fazer a citação.
[Leite 07] Leite, J.C.S.P., "<"título da nota">","<"mes/ano ">", em Livro Vivo : Engenharia de Requisitos, http://livrodeengenhariaderequisitos.blogspot.com/, 2007

sábado, 22 de setembro de 2007

Entrevistas

Sem dúvida, de todas as técnicas de coleta de fatos, a mais comum e mais conhecida é a entrevista.

Uma entrevista é normalmente uma comunicação entre entrevistado e entrevistador. No caso de engenharia de requisitos, o entrevistador é o engenheiro de requisitos e o entrevistado é o cliente ou um interessado no software para o qual se quer conhecer os requisitos.

Um interessado pode ser desde um futuro operador de um artefato no qual o software fará parte ou o executivo da empresa que pagará pelo software, mas que dificilmente irá interagir com o mesmo. Portanto, a diversidade de entrevistados demandará estratégias distintas de entrevista.

Entrevistas são classificadas como estruturadas ou não-estruturadas. Uma entrevista estruturada requer um prévio conhecimento sobre o contexto onde se aplica a entrevista. Uma entrevista não-estruturada é aplicada quando se inicia o contato com o Universo de Informações e serve para garimpar informações iniciais. Fundamentalmente o entrevistador deixa o entrevistado falar, mas procura orienta-lo para que a entrevista mantenha o foco no tópico de interesse.

O papel do entrevistador na entrevista não estruturada é um papel de aprendizado.

A entrevista estruturada é feita com base em perguntas previamente pensadas ou delineadas, é uma entrevista mais focada porque é dirigida por um elenco de perguntas que já têm um foco específico. Claro, que o entrevistador tem liberdade de inserir perguntas de clarificação ou eventualmente outras que se façam necessárias, mas o núcleo de perguntas já é definido a priori.

Ressaltamos que muitas vezes a equipe pode usar perguntas preparadas por outros atores, mas é comum que os entrevistadores sejam aqueles que elaboram as perguntas.

Perguntas de controle, que usam de redundância para identificar problemas, é uma maneira de auferir mais qualidade nas respostas.

O papel do entrevistador na entrevista estruturada é um papel de questionador.

O engenheiro de requisitos no papel de entrevistador deve ter cuidados ao conduzir uma entrevista, tanto porque pode estar falando com interessados de alto poder de decisão como também com interessados que podem estar receosos de mudanças organizacionais. O principal é estabelecer, desde do início, um clima de colaboração, no o qual a entrevista é um fator importante para que o contexto seja melhor compreendido pelos profissionais de informática.

Uma entrevista pode ser conduzida por mais de um entrevistador e pode ter mais de um entrevistado.

Cabe ao entrevistador tomar notas ao longo da entrevista. Essa tarefa é difícil. O método de anotar palavras chaves e usar setas para ligar essas palavras chave é o mais recomendado, mas exige prática. A prática de gravar entrevistas e anotar com base na gravação é um recurso que pode ajudar, mas é preciso levar em conta que haverá o custo extra de escutar a gravação. Em alguns casos o entrevistado tem interesse que a entrevista seja gravada, assim como alguns preferem que se evite o uso do gravador. É claro que a política de gravação deve ser acordada com o entrevistado.

As anotações de entrevistas tornam-se documentos do processo de construção de requisitos e devem seguir padrões de armazenamento de modo a facilitar consultas futuras. Esses padrões devem atender aos requisitos de rastreamento.

Aponto quatro referências que apresentam diferentes visões sobre entrevistas. Vale a pena
conferir. A primeira tem uma visão jornalística, a segunda apresenta uma visão do ponto de vista social, a terceira mostra o esquema de um curso sobre entrevistas e a quarta mostra um procedimento padrão para entrevistas de auditoria.

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